Pessoas que
apresentam DI tem o intelecto afetado, embora as estruturas neurais sejam
parecidas com de pessoas sem a deficiência, no que tange ao funcionalismo
cognitivo, o aspecto é bem diferente.
Para superar
suas limitações intelectuais, necessitam de muitos estímulos intelectuais que
desenvolvam principalmente as habilidades de raciocínio, memória, atenção e
concentração. Sem esquecer que elementos inseridos dentro de seus cotidiano
devem ser inseridos nas atividades desenvolvidas com esses alunos, tornando
assim a aprendizagem mais pautável ao aluno e também mais significativa.
O “relato de
fato”, é uma atividade que busca instigar a memória sobre fatos do cotidiano,
onde oralmente ou através de escrita faz-se os relatos dessas lembranças.
Sobre “a memória de fatos” Figueiredo (p.6, 2008) contribui que:
“...Esta experiência tinha como pano de fundo a realidade
familiar e escolar da criança. O objetivo primeiro era que a criança interiorizasse
inicialmente sua experiência imediata. A reeducação versava sobre acontecimentos
e ações vivenciadas pela criança durante um dia. Em cada encontro a criança era
convidada inicialmente a contar, respeitando a ordem cronológica, os acontecimentos
e suas principais atividades daquele dia até aquele momento; depois ela deveria
antecipar as atividades que faria após a sessão. Ela deveria, algumas vezes,
fazer o desenho de sua casa, do caminho da escola ou ainda de sua escola, assim
como falar de certos acontecimentos dos quais ela tenha participado...”
Referência
:
FIGUEIREDO, R.
V. ; POULIN, J. . Aspectos funcionais do desenvolvimento cognitivo de crianças com
deficiência mental e metodologia de pesquisa. In: Silvia Helena Vieira Cruz.
(Org.). A criança fala: a escuta de crianças em pesquisa.. 1 ed. São Paulo: Cortez, 2008, v. 1, p. 245-263.