A audiodescrição é um recurso da tecnologia assistiva que serve como um apoio acessível para descrição de imagens, cenas, filmes...
Acima temos a imagem de uma platéia de cinema que conta com apoio do recurso da audiodescrição. Muito importante para atender a necessidade das pessoas que tem deficiência visual. Em nossas salas de aula, para intervenção com alunos deficientes visuais, é imprescindível que adotemos esta metodologia como apoio para alunos deficientes, já que eles comumente necessitam da descrição de filmes, imagens, figuras etc...
Para saber mais sobre audiodescrição nos cinemas acesse o link abaixo:
Pessoas que
apresentam DI tem o intelecto afetado, embora as estruturas neurais sejam
parecidas com de pessoas sem a deficiência, no que tange ao funcionalismo
cognitivo, o aspecto é bem diferente.
Para superar
suas limitações intelectuais, necessitam de muitos estímulos intelectuais que
desenvolvam principalmente as habilidades de raciocínio, memória, atenção e
concentração. Sem esquecer que elementos inseridos dentro de seus cotidiano
devem ser inseridos nas atividades desenvolvidas com esses alunos, tornando
assim a aprendizagem mais pautável ao aluno e também mais significativa.
O “relato de
fato”, é uma atividade que busca instigar a memória sobre fatos do cotidiano,
onde oralmente ou através de escrita faz-se os relatos dessas lembranças.
Sobre “a memória de fatos” Figueiredo (p.6, 2008) contribui que:
“...Esta experiência tinha como pano de fundo a realidade
familiar e escolar da criança. O objetivo primeiro era que a criança interiorizasse
inicialmente sua experiência imediata. A reeducação versava sobre acontecimentos
e ações vivenciadas pela criança durante um dia. Em cada encontro a criança era
convidada inicialmente a contar, respeitando a ordem cronológica, os acontecimentos
e suas principais atividades daquele dia até aquele momento; depois ela deveria
antecipar as atividades que faria após a sessão. Ela deveria, algumas vezes,
fazer o desenho de sua casa, do caminho da escola ou ainda de sua escola, assim
como falar de certos acontecimentos dos quais ela tenha participado...”
Referência
:
FIGUEIREDO, R.
V. ; POULIN, J. . Aspectos funcionais do desenvolvimento cognitivo de crianças com
deficiência mental e metodologia de pesquisa. In: Silvia Helena Vieira Cruz.
(Org.). A criança fala: a escuta de crianças em pesquisa.. 1 ed. São Paulo: Cortez, 2008, v. 1, p. 245-263.
O uso da tecnologia é primordial para facilitar a acessibilidade de alunos que apresentam necessidades educacionais diferenciadas e necessitam de recursos que facilitem a interação desse aluno com determinada aprendizagem. De acordo com Bersch (2006) a tecnologia assistiva é uma alternativa do aluno fazer de acordo com suas capacidades.
Na figura acima temos um exemplo de Tecnologia assistiva: uma prancha de comunicação alternativa. As pranchas podem sugerir diversos temas e as idéias contidas nas mesmas completam-se formando frases. Esse recurso é ultilizado quando há limitação ou ausência da fala e auxilia na comunicação e expressão do aluno em qualquer ambiente, além de contribuir com a socialização do mesmo.
Então, você têm alunos que apresentam esse perfil e têm limitações na comunicação? que tal usufruirmos das possibilidades da tecnologia assistiva e indroduzirmos a comunicação alternativa?
Até mais!
REFERÊNCIA
BERSCH, R. Tecnologia Assistiva e Educação Inclusiva. in: Ministério da Educação. Ensaios Pedagógicos do III Seminário Nacional de Formação de Gestores e educadores. SEESP, Brasília, 2006, páginas 89 a 93. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/rec_adaptados.pdf Acesso em: 02 out. 2009
Alguns
fatores são primordiais para que a inclusão educacional dos alunos aconteça de
forma mais efetiva. Além de realizar o atendimento educacional especializado no
contra turno, é fundamental que o professor acompanhe o desenvolvimento do
aluno em sala de aula para melhor contribuir com o desempenho deste aluno, além
disso, os assessoramentos ao professor de sala comum orientam o trabalho a ser
desenvolvido com o aluno em questão.
Orientação
familiar, formação aos professores e coordenadores, trabalho de sensibilização
com o grupo escolar são algumas das funções de um professor de AEE.
O professor de AEE deve ser observador e
atentar para as necessidades educacionais apresentadas pelos diferentes alunos
e a partir daí traçar seu planejamento.
O
estudo de caso é fundamental para nortear e fundamentar o desenvolvimento dos
atendimentos, pois esse instrumento facilitará um melhor conhecimento sobre
este aluno. Seu cotidiano familiar e escolar, seu histórico de vida, sua
história de aprendizagem, suas preferências, suas potencialidades e
habilidades, em fim, tudo será relatado no levantamento do estudo de caso. A
partir de então poderá seguir-se a elaboração do Planejamento Educacional
especializado.
O
plano do atendimento educacional especializado, por ser individual, considera
em sua elaboração necessidades e características específicas do aluno, nele
estarão descritos os objetivos a serem alcançados, as atividades desenvolvidas,
os recursos utilizados, os profissionais envolvidos, o período e a forma de
atendimento, os avanços pretendidos em relação ao desenvolvimento do aluno.
O
AEE vem para contribuir na conquista da autonomia da vida desse aluno. Não se
detendo apenas nas dificuldades, mas considerando e aprimorando as habilidades
e competências que esse aluno trás consigo.
Os
vídeos a seguir, retratam as mudanças decorrentes da inovação tecnológica nas
ultimas décadas.
Vale
á pena conferir!
No
vídeo Web 2.0, que nos remete ao passado, especificamente ao ano de 1996,
quando produzíamos nossos textos no formato HTML, em um programa de textos onde
não encontrávamos tantas ferramentas e opções de edições como observadas nos
atuais programas, os quais facilitam cada vez mais nossas ações na produção de
textos. Fico imaginado como poderíamos deixar de contar com esses recursos?
Uma questão para a se refletir no vídeo, mostra o fato de que nós, enquanto pesquisadores, é que
fazemos a WEB. Quando postamos uma informação, estamos alimentando um banco de
dados. Através de uma característica intrínseca do ser humano que é a
curiosidade, a partir da pergunta surge a pesquisa. Ao sujeitarmo-nos ao ato do
pesquisar na WEB, estamos também “ensinando a máquina a pensar”, como afirmado
no vídeo.
No
vídeo Did You Know 2.0, podemos perceber a velocidade com que as mudanças
ocorrem, e como elas são encaradas nos países desenvolvidos. Enquanto que
nossos alunos interagem uma hora na sala de computação com freqüência de uma
vez na semana, isto é, quando esta disponibiliza de computadores para alunos,
alguns países desenvolvidos já estão preparando estudantes para as profissões
do futuro. Esse fato nos leva a crer o quanto nos falta avançar
educacionalmente para não nos tornarmos alvos dessas transformações.
Quanta
informação os vídeos nos apresentam, não é mesmo?
No contexto informativo e tecnológico em que nos encontramos, habituamo-nos de
tal forma com tantas mudanças, que acabamos por esquecer que em um passado não
muito distante, essas transformações nem faziam parte das nossas vidas. Vivemos
um cenário em que nos é imposto, por várias vezes de modo subliminar, que sem o
uso da tecnologia, não estamos inseridos e atualizados com as exigências
atuais.
Precisamos
de muito mais educação do que nos é ofertada!
O Estado do Rio Grande do Sul,
através da Secretaria da Secretaria de Município da educação, descreve sobre os
serviços ofertados em suas Salas de Recursos Multifuncionais. Dentre os
serviços da Educação Especial, fazem parte: A identificação, organização e
elaboração de materiais para uso pedagógico; O suporte de complementação e
suplementação ofertado pelo AEE como forma de dar autonomia ao aluno; Disponibiliza
o ensino de linguagens e de códigos específicos para comunicação e sinalização;
O uso de tecnologia assistiva; A adequação de materiais conforme necessidade do
aluno; O enriquecimento curricular para altas habilidades/superdotação. As
clientelas atendidas são: Alunos com deficiência, Alunos com transtornos
globais do desenvolvimento e alunos com altas habilidades/superdotação. As
Escolas que possuem SRM somam um total de 23.
Dentre os documentos legais que definem a educação especial nos temos:
• Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009, que institui diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado na educação básica, modalidade educação especial.
• Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria nº 555/2007, prorrogada pela Portaria nº948/2007, entregue ao Ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008.
• Decreto 7.611 de 17 de novembro de 2011, que dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e outras providências.